Wilson Araujo/ Agenda21
"INFORMAÇÃO" Direito e Dever de todos Art.5ºXIV,CF/Cap.40 Agenda 21
Ciência e Tecnologia
Doenças crônicas não transmissíveis serão pauta da ONU
Pelo menos 63% das mortes no mundo acontecem em decorrência destas enfermidades
Jornal do Brasil
As doenças crônicas não transmissíveis – câncer, diabetes, doenças cardiovasculares e respiratórias – serão pauta de reunião da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro, em Nova York. Nesta semana, durante evento promovido pela instituição, representantes da Femama – Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama e de outras entidades não-governamentais entregaram documento de posição sobre o assunto à embaixadora da ONU para o Brasil, Regina Maria Cordeiro Dunlop.
Entre os pleitos das entidades, destaca-se o aumento de preços e impostos sobre o tabaco e destinação da verba para prevenção e combate a essas doenças, que são a causa de mais de 63% do total de mortes no mundo.
Dos investimentos em saúde realizados no mundo todo, apenas 0,9% se destinam a essas enfermidades. O paradoxo faz com que um número cada vez maior de pessoas morra de doenças curáveis, como é caso do câncer de mama.
“A ciência garante chances de cura de 95% para os cânceres de mama descobertos precocemente. Mas, como todos sabem, isso não acontece na prática”, explica a mastologista Maira Caleffi, presidente da Femama.
De acordo com ela, apenas no Brasil, 30 mulheres morrem por dia de câncer de mama. No mundo, uma mulher morre a cada 68 segundos por conta desta neoplasia. Para lutar pela inclusão das doenças crônicas não transmissíveis nas pautas da Agenda 21 e nas Metas do Milênio das Nações Unidas (ONU) e Organização Mundial da Saúde, foi criado o Comitê DCNT Brasil.
A iniciativa parte do Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, da Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs) e da Femama (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama), e tem como meta atrair instituições de todo o Brasil para o trabalho em conjunto.
“Levaremos nosso pleito à Convenção de Setembro. No mundo todo, instituições de saúde estão mobilizadas para mudar esse quadro. Queremos, com isso, incentivar os necessários investimentos nessa área, diminuir o número de mortes e transformar o que já é realidade no campo científico em fatos concretos na área da saúde”, enfatiza Maira.
http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2011/06/24/doencas-cronicas-nao-transmissiveis-serao-pauta-da-onu/
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Sociologia, filosofia, economia e muito mais. Uma visão pessoal sobre nosso mundo social.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Descoberto o segredo da longevidade
Descoberto o segredo da longevidade
30 de junho de 2011 | 0h 00
Fernando Reinach - O Estado de S.Paulo
Aumente sua vida em dez vezes e sua capacidade reprodutiva em cem vezes. É isso que vai ocorrer se você for alimentado durante a infância com royalactin, um produto recém-identificado. Ah, esqueci de dizer, isso só vale se você for uma abelha. Em um feito cada vez mais raro na ciência moderna, um cientista trabalhando sozinho identificou o composto presente na geleia real responsável pela diferenciação de larvas em abelhas-rainhas e de quebra descobriu como ele atua no corpo dos insetos, aumentando a sobrevida e a capacidade reprodutiva.
Em um ninho de abelhas (Apis mellifera), somente uma entre as milhares de fêmeas assume o papel de rainha. Essa privilegiada vive de 1 a 2 anos e coloca 2 mil ovos por dia. As outras fêmeas são simples trabalhadoras. Seu mês de vida é dedicado a trabalhar pela colmeia. Sexo, nem pensar.
Há mais de cem anos foi descoberto que as abelhas produzem um tipo especial de mel, a geleia real, que transforma as larvas em rainhas - um verdadeiro conto de fada. Os seres humanos, acreditando que talvez a geleia real tenha efeitos semelhantes em mamíferos, consomem toneladas do produto todos os anos - um mercado anual de US$ 600 milhões. A geleia real tem centenas de componentes e até agora ninguém sabia como ela era capaz de transformar larvas em rainhas.
Masaki Kamakura, da Universidade de Toyama, descobriu que, se a geleia real fosse estocada a 40°C, ela ia aos poucos perdendo sua capacidade de transformar larvas em rainhas. Esse efeito era gradativo e ocorria ao longo de 30 dias - como seria esperado se um dos compostos presentes na geleia fosse aos poucos desaparecendo.
Usando métodos sofisticados para separar e quantificar os componentes de amostras de geleia estocadas a altas temperaturas, Kamakura identificou três proteínas cuja degradação ocorria em 30 dias. Cada uma delas foi isolada e testada individualmente em larvas. O resultado demonstrou que somente uma das três proteínas, com um peso molecular de 57 mil daltons, era capaz de transformar as larvas em rainhas.
Essa proteína recebeu o nome de royalactin. O gene da royalactin foi clonado e a proteína, produzida em bactérias transgênicas, foi isolada e testada novamente. A capacidade de transformar as larvas foi confirmada.
Com bastante royalactin na geladeira, Kamakura começou a investigar como ela operava sua mágica. A primeira descoberta é que um efeito semelhante, mas menos intenso, era obtido em larvas de Drosophila. Como a genética da Drosophila é muito bem conhecida, Kamakura começou a testar uma coleção de Drosophilas, cada uma deficiente em um gene, na esperança de descobrir o gene por meio do qual a royalactin exercia seu efeito. Deu certo. Kamakura descobriu que o gene do receptor de um hormônio chamado EGF (fator de crescimento epitelial) precisava estar intacto para que a royalactin agisse. Usando esse procedimento, Kamakura foi capaz de mapear grande parte do caminho metabólico que é ativado nos insetos e provoca a transformação das larvas em rainhas.
A melhor notícia é que, apesar de os mamíferos não produzirem royalactin, o caminho metabólico mapeado por Kamakura é muito semelhante em insetos e mamíferos. Temos os receptores de EGF e grande parte dos outros genes envolvidos no processo. Como você deve imaginar, companhias farmacêuticas investigam se é possível desenvolver um composto que repita em humanos o efeito da royalactin em insetos. Se for possível, o que duvido, faremos sexo centenas vezes por dia durante nossa longa vida de 800 anos. Mas teremos de manter parte da população sem royalactin - afinal alguém vai ter de cuidar dos afazeres diários. Seremos uma colmeia feliz?
BIÓLOGO
MAIS INFORMAÇÕES: ROYALACTIN INDUCES QUEEN DIFFERENTIATION IN HONEYBEES. NATURE, VOL. 473, PÁG. 478, 2011
30 de junho de 2011 | 0h 00
Fernando Reinach - O Estado de S.Paulo
Aumente sua vida em dez vezes e sua capacidade reprodutiva em cem vezes. É isso que vai ocorrer se você for alimentado durante a infância com royalactin, um produto recém-identificado. Ah, esqueci de dizer, isso só vale se você for uma abelha. Em um feito cada vez mais raro na ciência moderna, um cientista trabalhando sozinho identificou o composto presente na geleia real responsável pela diferenciação de larvas em abelhas-rainhas e de quebra descobriu como ele atua no corpo dos insetos, aumentando a sobrevida e a capacidade reprodutiva.
Em um ninho de abelhas (Apis mellifera), somente uma entre as milhares de fêmeas assume o papel de rainha. Essa privilegiada vive de 1 a 2 anos e coloca 2 mil ovos por dia. As outras fêmeas são simples trabalhadoras. Seu mês de vida é dedicado a trabalhar pela colmeia. Sexo, nem pensar.
Há mais de cem anos foi descoberto que as abelhas produzem um tipo especial de mel, a geleia real, que transforma as larvas em rainhas - um verdadeiro conto de fada. Os seres humanos, acreditando que talvez a geleia real tenha efeitos semelhantes em mamíferos, consomem toneladas do produto todos os anos - um mercado anual de US$ 600 milhões. A geleia real tem centenas de componentes e até agora ninguém sabia como ela era capaz de transformar larvas em rainhas.
Masaki Kamakura, da Universidade de Toyama, descobriu que, se a geleia real fosse estocada a 40°C, ela ia aos poucos perdendo sua capacidade de transformar larvas em rainhas. Esse efeito era gradativo e ocorria ao longo de 30 dias - como seria esperado se um dos compostos presentes na geleia fosse aos poucos desaparecendo.
Usando métodos sofisticados para separar e quantificar os componentes de amostras de geleia estocadas a altas temperaturas, Kamakura identificou três proteínas cuja degradação ocorria em 30 dias. Cada uma delas foi isolada e testada individualmente em larvas. O resultado demonstrou que somente uma das três proteínas, com um peso molecular de 57 mil daltons, era capaz de transformar as larvas em rainhas.
Essa proteína recebeu o nome de royalactin. O gene da royalactin foi clonado e a proteína, produzida em bactérias transgênicas, foi isolada e testada novamente. A capacidade de transformar as larvas foi confirmada.
Com bastante royalactin na geladeira, Kamakura começou a investigar como ela operava sua mágica. A primeira descoberta é que um efeito semelhante, mas menos intenso, era obtido em larvas de Drosophila. Como a genética da Drosophila é muito bem conhecida, Kamakura começou a testar uma coleção de Drosophilas, cada uma deficiente em um gene, na esperança de descobrir o gene por meio do qual a royalactin exercia seu efeito. Deu certo. Kamakura descobriu que o gene do receptor de um hormônio chamado EGF (fator de crescimento epitelial) precisava estar intacto para que a royalactin agisse. Usando esse procedimento, Kamakura foi capaz de mapear grande parte do caminho metabólico que é ativado nos insetos e provoca a transformação das larvas em rainhas.
A melhor notícia é que, apesar de os mamíferos não produzirem royalactin, o caminho metabólico mapeado por Kamakura é muito semelhante em insetos e mamíferos. Temos os receptores de EGF e grande parte dos outros genes envolvidos no processo. Como você deve imaginar, companhias farmacêuticas investigam se é possível desenvolver um composto que repita em humanos o efeito da royalactin em insetos. Se for possível, o que duvido, faremos sexo centenas vezes por dia durante nossa longa vida de 800 anos. Mas teremos de manter parte da população sem royalactin - afinal alguém vai ter de cuidar dos afazeres diários. Seremos uma colmeia feliz?
BIÓLOGO
MAIS INFORMAÇÕES: ROYALACTIN INDUCES QUEEN DIFFERENTIATION IN HONEYBEES. NATURE, VOL. 473, PÁG. 478, 2011
Rodoanel
29/06/2011 - Folha de São Paulo
Prefeitura de SP veta, mas Rodoanel vai ter atalho para marginal
JOSÉ BENEDITO DA SILVA
FOLHA DE SÃO PAULO
Sob protesto de ambientalistas e contrariando o veto da Prefeitura de São Paulo a um atalho para a marginal Tietê, o Conselho Estadual do Meio Ambiente concedeu ontem licença prévia para o trecho norte do Rodoanel, a maior obra viária do governo Geraldo Alckmin (PSDB).
Foram 23 votos favoráveis à obra, mas todos os sete representantes de ONGs ambientalistas votaram contra.
Marlene Bergamo/Folhapress
Paineira centenária, de 29 metros de altura, fez com que traçado do rodoanel tivesse que ser desviado na Grande SP
A rodovia terá 44 km, custará R$ 6,1 bilhões e conectará o trecho oeste à via Dutra, margeando por 20 km a serra da Cantareira, um dos principais mananciais da capital.
Do caminho serão retiradas 2.000 famílias, e o equivalente a 140 campos de futebol de vegetação. Uma centenária paineira em Guarulhos, porém, levou ao desvio do traçado.
A licença manteve a ligação com a marginal Tietê por meio da avenida Inajar de Souza, na zona norte, contrariando pedido da prefeitura.
Por ser uma via expressa, o Rodoanel tem apenas cinco saídas, três para outras rodovias. As demais dão acesso à marginal --uma é a da Inajar de Souza, com 7 km; a outra, pela avenida Raimundo Pereira Magalhães, tem 14 km.
A prefeitura teme que o atalho da Inajar cause adensamento populacional, danos ambientais e impacto negativo no tráfego da marginal. "A ligação é contraditória com a própria finalidade básica que justifica a implantação do trecho norte", diz o secretário do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge.
Para a Dersa, uma das vantagens do Rodoanel continua sendo "o alívio no tráfego da marginal", ao retirar veículos de passagem pela capital.
O acesso pela Inajar, afirma, ampliaria esse benefício ao oferecer aos moradores da populosa zona norte acesso direto a rodovias do entorno.
A obra deve reduzir o volume médio de tráfego da marginal em 13% até 2039, mas elevar o da Inajar em 40%.
Para o presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço, o parecer da secretaria não representa a opinião de órgãos de trânsito da capital nem os estudos viários existentes. "Mas ganhamos tempo para debater."
Editoria de Arte/Folhapress
CRÍTICAS
Segundo Jefferson Rocha de Oliveira, presidente do Instituto Eco-Solidário, o principal questionamento das ONGs é a precariedade das análises sobre o adensamento populacional, as intervenções nos cursos d'água e o impacto social da obra.
"O parecer foi entregue aos conselheiros no dia 22, [véspera de] feriado. Tivemos pouco tempo para analisar."
Prefeitura de SP veta, mas Rodoanel vai ter atalho para marginal
JOSÉ BENEDITO DA SILVA
FOLHA DE SÃO PAULO
Sob protesto de ambientalistas e contrariando o veto da Prefeitura de São Paulo a um atalho para a marginal Tietê, o Conselho Estadual do Meio Ambiente concedeu ontem licença prévia para o trecho norte do Rodoanel, a maior obra viária do governo Geraldo Alckmin (PSDB).
Foram 23 votos favoráveis à obra, mas todos os sete representantes de ONGs ambientalistas votaram contra.
Marlene Bergamo/Folhapress
Paineira centenária, de 29 metros de altura, fez com que traçado do rodoanel tivesse que ser desviado na Grande SP
A rodovia terá 44 km, custará R$ 6,1 bilhões e conectará o trecho oeste à via Dutra, margeando por 20 km a serra da Cantareira, um dos principais mananciais da capital.
Do caminho serão retiradas 2.000 famílias, e o equivalente a 140 campos de futebol de vegetação. Uma centenária paineira em Guarulhos, porém, levou ao desvio do traçado.
A licença manteve a ligação com a marginal Tietê por meio da avenida Inajar de Souza, na zona norte, contrariando pedido da prefeitura.
Por ser uma via expressa, o Rodoanel tem apenas cinco saídas, três para outras rodovias. As demais dão acesso à marginal --uma é a da Inajar de Souza, com 7 km; a outra, pela avenida Raimundo Pereira Magalhães, tem 14 km.
A prefeitura teme que o atalho da Inajar cause adensamento populacional, danos ambientais e impacto negativo no tráfego da marginal. "A ligação é contraditória com a própria finalidade básica que justifica a implantação do trecho norte", diz o secretário do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge.
Para a Dersa, uma das vantagens do Rodoanel continua sendo "o alívio no tráfego da marginal", ao retirar veículos de passagem pela capital.
O acesso pela Inajar, afirma, ampliaria esse benefício ao oferecer aos moradores da populosa zona norte acesso direto a rodovias do entorno.
A obra deve reduzir o volume médio de tráfego da marginal em 13% até 2039, mas elevar o da Inajar em 40%.
Para o presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço, o parecer da secretaria não representa a opinião de órgãos de trânsito da capital nem os estudos viários existentes. "Mas ganhamos tempo para debater."
Editoria de Arte/Folhapress
CRÍTICAS
Segundo Jefferson Rocha de Oliveira, presidente do Instituto Eco-Solidário, o principal questionamento das ONGs é a precariedade das análises sobre o adensamento populacional, as intervenções nos cursos d'água e o impacto social da obra.
"O parecer foi entregue aos conselheiros no dia 22, [véspera de] feriado. Tivemos pouco tempo para analisar."
sábado, 9 de abril de 2011
Pobre também deveria ter painel solar, diz secretário do Clima
"INFORMAÇÃO" Direito e Dever de todos Art.5ºXIV,CF/Cap.40 Agenda 21
Pobre também deveria ter painel solar, diz secretário do Clima
O novo secretário nacional de Mudança Climática, Eduardo Assad, tem dois recados para os empresários do país: se quiserem investir em energia alternativa, haverá crédito barato do governo. Se não quiserem, vão ter de investir do mesmo jeito.
Engenheiro com doutorado em hidrologia, o pesquisador da Embrapa Informática assumiu o cargo na semana passada, com carta branca da ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) para formular a política climática.
Ele diz que o recém-criado Fundo Clima, que começa neste ano com R$ 229 milhões, será o principal incentivador do desenvolvimento de tecnologias como energia solar, de marés e biodiesel.
Mas avisa que essas mesmas linhas de crédito devem abrir no governo o debate sobre restrições a financiamento para quem não quiser adotar tecnologias limpas. “Soltou-se essa lebre”, afirma.
Um entrave sério, para ele, é a maneira de pensar em energia no Brasil. “Num país cuja mentalidade de geração de energia nos últimos 50 anos foi hidrelétrica, você tem posições que são refratárias imediatamente”, diz.
“Se eu puder tomar meu banho com energia solar, será um passo razoável. Isso não é novo: a classe média alta em todas as cidades brasileiras já faz isso. Por que o pobre não pode fazer?”
Folha – O que muda na secretaria de Mudança Climática?
Eduardo Assad – Estamos num processo de discussão. Hoje a secretaria se chama Secretaria de Mudança Climática e Qualidade Ambiental, provavelmente vai se chamar Secretaria de Mudança Climática e Recursos Hídricos, talvez florestas, para você ter mais aderência nessas questões todas. Uma das nossas missões é acompanhar o desmatamento. Outra é acompanhar políticas para reduzir desertificação. Acompanhar reduções de gases de efeito estufa. Discutir, acompanhar e participar dos sistemas de alerta.
Existe uma previsão no Fundo Clima de recursos para pesquisa em energia solar. Mas é pouco, não?
É pouco. Mas a boa notícia é que agora tem. Vamos competir com o setor elétrico? Absolutamente! O que nós queremos é que, naquelas regiões do Brasil onde você tem problemas de distribuição, áreas pequenas, municípios com 5.000, 10 mil habitantes, por que não utilizar energia solar, pelo menos para aquecer a água? Isso não pode ser uma opção somente das áreas urbanas, da classe média alta. Por que o pobre não pode usar coletor solar?
O Brasil tem condições hoje de usar energia fotovoltaica?
Tem. Existe um grupo no Rio Grande do Sul que desenvolveu um material muito legal e bastante eficiente. Então vamos agitar isso para encontrar soluções que falem, por exemplo, de refrigeração solar para preservar alimentos no sertão? Isso não é novo, é do meu tempo de estudante. É caro? É caro. Mas nas áreas mais afastadas dos grandes centros talvez não seja tão caro.
Vamos começar pelo começo, por aquelas áreas onde você pode fazer isso de uma forma mais eficiente. Isso gera demanda de pesquisa, de novos materiais, de eficiência. E você vê a partir daí se é possível.
Num país cuja mentalidade de geração de energia nos últimos 50 anos foi hidrelétrica, obviamente você tem posições que são refratárias imediatamente. E cálculos enormes dizendo que não é isso, que não é aquilo…
Quando você discute essas coisas, tem de olhar para o futuro, num horizonte de 40 anos, de 50 anos. Só que 30 anos atrás já se falava disso. E não se fez. Outra coisa importante: 8.000 km de costa e você não tem energia de marés. Por quê?
Também existem populações na beira do mar que têm dificuldade de ter energia. E é um absurdo não ter nenhum protótipo instalado. A iniciativa privada não quer? Tá bom, o governo quer.
E o Brasil comprou um protótipo da Alemanha?
Não sei se da Alemanha, mas comprou de fora.
Não é um pouco ingênuo achar que só porque existe dinheiro e expertise no país o negócio vai ser feito? Nosso empresariado é cronicamente ruim de inovação.
Vamos dizer que nós estamos mais ou menos na situação em que os EUA estavam em 1930, 1940, quando se decidiu que todos os equipamentos usados em ciência e tecnologia deveriam ser americanos. No momento em que isso foi feito, várias indústrias cresceram. Nós em grande parte perdemos esse “timing” no Brasil. Mas o governo pode sinalizar que está trabalhando nessa linha, energia renovável. Se eu coloco esse dinheiro a juros de mercado, ninguém vai pegar. Então nós vamos atrair recursos para isso.
Mas não basta oferecer a cenoura do juro barato, é preciso dar o chicote da regulação.
Vamos tentar pensar na posição mais favorável, não na cobrança, mas no incentivo: você tem de um lado esse incentivo, de outro um programa imenso no MCT de inovação, que precisa de recurso nosso para avançar.
Alguns exemplos importantes no Brasil surgiram nessa linha de energia. O exemplo de São Paulo e de Gramacho, do aterro sanitário, é fantástico. Você recicla, gera energia e atende 600 mil pessoas. É o melhor dos mundos. Dentro da lógica da redução de emissões, opções novas vão ter de surgir. Jogar pedra em energia solar, isso se faz há 30 anos.
Fonte: Folha.com
http://www.dasolabrava.org.br/pobre-tambem-deveria-ter-painel-solar-diz-secretario-do-clima/
Energia solar cresceu 75% em 2010 na Alemanha
BERLIM — A capacidade de produção elétrica fotovoltaica na Alemanha aumentou 75% em um ano e alcançou os 17.300 megavatts em 2010, anunciou a autoridade alemã para a regulação das redes (Bundesnetzagentur).
Apesar de contar apenas com 1.300 a 1.900 horas de sol por ano, a energia solar viveu um verdadeiro boom na Alemanha, graças ao sistema de preços garantido pelo Estado.
O Estado alemão garante a todo produtor de eletricidade solar, seja particular ou um agricultor que tenha instalado um campo de paneis solares, vender a energia que produz a um preço muito superior ao do mercado.
Esta diferença vai para as faturas pagas pelo consumidor, o que provoca muitas queixas.
Fonte: AFP
http://www.dasolabrava.org.br/energia-solar-cresceu-75-em-2010-na-alemanha
Pobre também deveria ter painel solar, diz secretário do Clima
O novo secretário nacional de Mudança Climática, Eduardo Assad, tem dois recados para os empresários do país: se quiserem investir em energia alternativa, haverá crédito barato do governo. Se não quiserem, vão ter de investir do mesmo jeito.
Engenheiro com doutorado em hidrologia, o pesquisador da Embrapa Informática assumiu o cargo na semana passada, com carta branca da ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) para formular a política climática.
Ele diz que o recém-criado Fundo Clima, que começa neste ano com R$ 229 milhões, será o principal incentivador do desenvolvimento de tecnologias como energia solar, de marés e biodiesel.
Mas avisa que essas mesmas linhas de crédito devem abrir no governo o debate sobre restrições a financiamento para quem não quiser adotar tecnologias limpas. “Soltou-se essa lebre”, afirma.
Um entrave sério, para ele, é a maneira de pensar em energia no Brasil. “Num país cuja mentalidade de geração de energia nos últimos 50 anos foi hidrelétrica, você tem posições que são refratárias imediatamente”, diz.
“Se eu puder tomar meu banho com energia solar, será um passo razoável. Isso não é novo: a classe média alta em todas as cidades brasileiras já faz isso. Por que o pobre não pode fazer?”
Folha – O que muda na secretaria de Mudança Climática?
Eduardo Assad – Estamos num processo de discussão. Hoje a secretaria se chama Secretaria de Mudança Climática e Qualidade Ambiental, provavelmente vai se chamar Secretaria de Mudança Climática e Recursos Hídricos, talvez florestas, para você ter mais aderência nessas questões todas. Uma das nossas missões é acompanhar o desmatamento. Outra é acompanhar políticas para reduzir desertificação. Acompanhar reduções de gases de efeito estufa. Discutir, acompanhar e participar dos sistemas de alerta.
Existe uma previsão no Fundo Clima de recursos para pesquisa em energia solar. Mas é pouco, não?
É pouco. Mas a boa notícia é que agora tem. Vamos competir com o setor elétrico? Absolutamente! O que nós queremos é que, naquelas regiões do Brasil onde você tem problemas de distribuição, áreas pequenas, municípios com 5.000, 10 mil habitantes, por que não utilizar energia solar, pelo menos para aquecer a água? Isso não pode ser uma opção somente das áreas urbanas, da classe média alta. Por que o pobre não pode usar coletor solar?
O Brasil tem condições hoje de usar energia fotovoltaica?
Tem. Existe um grupo no Rio Grande do Sul que desenvolveu um material muito legal e bastante eficiente. Então vamos agitar isso para encontrar soluções que falem, por exemplo, de refrigeração solar para preservar alimentos no sertão? Isso não é novo, é do meu tempo de estudante. É caro? É caro. Mas nas áreas mais afastadas dos grandes centros talvez não seja tão caro.
Vamos começar pelo começo, por aquelas áreas onde você pode fazer isso de uma forma mais eficiente. Isso gera demanda de pesquisa, de novos materiais, de eficiência. E você vê a partir daí se é possível.
Num país cuja mentalidade de geração de energia nos últimos 50 anos foi hidrelétrica, obviamente você tem posições que são refratárias imediatamente. E cálculos enormes dizendo que não é isso, que não é aquilo…
Quando você discute essas coisas, tem de olhar para o futuro, num horizonte de 40 anos, de 50 anos. Só que 30 anos atrás já se falava disso. E não se fez. Outra coisa importante: 8.000 km de costa e você não tem energia de marés. Por quê?
Também existem populações na beira do mar que têm dificuldade de ter energia. E é um absurdo não ter nenhum protótipo instalado. A iniciativa privada não quer? Tá bom, o governo quer.
E o Brasil comprou um protótipo da Alemanha?
Não sei se da Alemanha, mas comprou de fora.
Não é um pouco ingênuo achar que só porque existe dinheiro e expertise no país o negócio vai ser feito? Nosso empresariado é cronicamente ruim de inovação.
Vamos dizer que nós estamos mais ou menos na situação em que os EUA estavam em 1930, 1940, quando se decidiu que todos os equipamentos usados em ciência e tecnologia deveriam ser americanos. No momento em que isso foi feito, várias indústrias cresceram. Nós em grande parte perdemos esse “timing” no Brasil. Mas o governo pode sinalizar que está trabalhando nessa linha, energia renovável. Se eu coloco esse dinheiro a juros de mercado, ninguém vai pegar. Então nós vamos atrair recursos para isso.
Mas não basta oferecer a cenoura do juro barato, é preciso dar o chicote da regulação.
Vamos tentar pensar na posição mais favorável, não na cobrança, mas no incentivo: você tem de um lado esse incentivo, de outro um programa imenso no MCT de inovação, que precisa de recurso nosso para avançar.
Alguns exemplos importantes no Brasil surgiram nessa linha de energia. O exemplo de São Paulo e de Gramacho, do aterro sanitário, é fantástico. Você recicla, gera energia e atende 600 mil pessoas. É o melhor dos mundos. Dentro da lógica da redução de emissões, opções novas vão ter de surgir. Jogar pedra em energia solar, isso se faz há 30 anos.
Fonte: Folha.com
http://www.dasolabrava.org.br/pobre-tambem-deveria-ter-painel-solar-diz-secretario-do-clima/
Energia solar cresceu 75% em 2010 na Alemanha
BERLIM — A capacidade de produção elétrica fotovoltaica na Alemanha aumentou 75% em um ano e alcançou os 17.300 megavatts em 2010, anunciou a autoridade alemã para a regulação das redes (Bundesnetzagentur).
Apesar de contar apenas com 1.300 a 1.900 horas de sol por ano, a energia solar viveu um verdadeiro boom na Alemanha, graças ao sistema de preços garantido pelo Estado.
O Estado alemão garante a todo produtor de eletricidade solar, seja particular ou um agricultor que tenha instalado um campo de paneis solares, vender a energia que produz a um preço muito superior ao do mercado.
Esta diferença vai para as faturas pagas pelo consumidor, o que provoca muitas queixas.
Fonte: AFP
http://www.dasolabrava.org.br/energia-solar-cresceu-75-em-2010-na-alemanha
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Mapa-mundi digital
Recentemente o IBGE lançou um mapa-mundi digital, com síntese, histórico, indicadores sociais, economia, redes, meio ambiente, entre outras curiosidades.
Vale a pena conferir!
É incrível!
http://www.ibge.gov.br/paisesat/main.php
Vale a pena conferir!
É incrível!
http://www.ibge.gov.br/paisesat/main.php
quarta-feira, 30 de março de 2011
Iniciativa global planeja reduzir em 50% as hospitalizações por asma
"INFORMAÇÃO" Direito e Dever de todos Art.5ºXIV,CF/Cap.40 Agenda 21
Iniciativa global planeja reduzir em 50% as hospitalizações por asma
3 de maio: Dia Mundial da Asma
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, são cerca de 300 milhões de pessoas com asma em todo o mundo. A doença é a principal causa de 250 mil mortes prematuras ao ano, passíveis de prevenção
Celebrado desde 1998, o Dia Mundial da Asma é comemorado na primeira terça-feira do mês de maio. No Brasil, encabeçada pela Iniciativa Global contra a Asma, GINA, a data servirá de alerta contra a doença, responsável por 250 mil mortes prematuras em todo o mundo, três mil delas só no Brasil. Quase todas poderiam ser prevenidas com tratamento adequado.
Médicos e profissionais de saúde que lidam com pacientes asmáticos em todo o país buscarão, neste dia, difundir informações sobre a doença e o controle dos seus sintomas a fim de reduzir as hospitalizações e o número de mortes por asma no mundo, contribuindo para que os portadores da doença tenham melhor qualidade de vida.
“A principal informação que precisa estar clara para a população, e especialmente para portadores da doença e seus familiares, é que só conseguiremos reduzir estes índices de hospitalizações e também as mortes pela doença evitando as exacerbações, que são as crises de asma”, orienta o dr. Álvaro Cruz, diretor-executivo da GINA Brasil.
O especialista explica que sendo a doença crônica, na maioria das vezes de origem alérgica familiar, não existe cura. Mas todo paciente deve ser tratado e receber acompanhamento médico. “Em casos mais graves, mesmo sob controle, os pacientes precisam continuar usando regularmente as suas medicações, tal como se faz na hipertensão ou diabetes”.
O principal objetivo da GINA, de lideranças e de associações interessadas no combate à asma em todo o mundo é criar esta cultura de tratamento contínuo, evitando a necessidade de hospitalizações ou atendimentos de emergência no momento das crises, que podem ser fatais.
“A nossa meta é reduzir as hospitalizações até 2015 em 50%, e não é impossível. Mas precisamos mobilizar não apenas os pacientes, mas também os profissionais de saúde, imprensa, lideranças políticas e sociedade”, revela dr. Rafael Stelmach, membro do Comitê Executivo da ONG no Brasil.
Mitos e verdades
MITO: O médico só deve ser procurado em caso de crise: esta afirmação é uma das principais causas dos altos índices de hospitalizações por asma. O correto é manter o tratamento conforme orientação médica, e só interromper quando autorizado pelo médico. Desta forma, o paciente poderá usufruir de uma vida com muito mais qualidade, e sem sustos.
VERDADE: O paciente asmático pode e deve praticar atividade física, mas sempre sob orientação e acompanhamento médico. Ao contrário do que muitos pensam, uma pessoa com asma controlada não apenas pode praticar esportes regularmente, como pode chegar a nível profissional. Exemplos dessa superação são os nadadores Mark Spitz e o brasileiro Fernando Scherer, o Xuxa; assim como a triatleta brasileira Carla Moreno, heptacampeã do Troféu Brasil de Triatlo.
MITO: O uso contínuo de medicamentos como as chamadas ‘bombinhas’ oferece risco cardíaco: esta afirmação está errada e é uma das principais causas de falta de tratamento adequado de pessoas com asma. Os tratamentos com medicamentos inalados são os ideais porque agem diretamente onde a doença está, e podem ser utilizados sem receio, sempre sob orientação médica.
VERDADE: Asma e bronquite crônica não são a mesma coisa, ao contrário, são doenças bastante diferentes. Enquanto a asma atinge indivíduos de qualquer faixa etária, especialmente as crianças, com sintomas de falta de ar e chiado no peito, a bronquite crônica está relacionada ao tabagismo. É uma doença pulmonar obstrutiva crônica, assim como o enfisema pulmonar, e dificilmente atingirá uma criança. Em geral, os pacientes são adultos e fumantes.
GINA Brasil
Trazida para o Brasil em 2010 - que foi o chamado Ano do Pulmão - pelo Dr. Álvaro Cruz (Membro do Conselho Diretor da ONG internacional), com o apoio de 109 médicos brasileiros, a Iniciativa Global contra a Asma é uma organização não governamental formada de voluntários - que compõem um conselho, comitês, e grupos de trabalho e de experts - e empresas parceiras. Parte da Aliança Global contra Doenças Respiratórias Crônicas (GARD), a ONG atua desde 1995 reunindo os maiores especialistas no assunto para elaborar estratégias de controle da doença. Era inicialmente liderada pela OMS e pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA.
O site oficial da ONG no Brasil (www.ginabrasil.com.br) traz informações e algumas dicas para quem quer se engajar nesse projeto. Um dos passos mais importantes para reduzir as hospitalizações por asma em 50% até 2015 é montar um grupo de apoio que englobe autoridades de saúde pública, representantes governamentais, ONGs e sociedades respiratórias.
http://conversasustentavel.blogspot.com/2011/03/iniciativa-global-planeja-reduzir-em-50.html
--
Saiba mais sobre os ODM-SP nab http://odmsp.blogspot.com/
http://sosabelhas.wordpress.com/about/
Rede Mobilizadores COEP ( Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida)
www.mobilizadores.org.br/coep - www.mobilizadorescoep.org.br
Iniciativa global planeja reduzir em 50% as hospitalizações por asma
3 de maio: Dia Mundial da Asma
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, são cerca de 300 milhões de pessoas com asma em todo o mundo. A doença é a principal causa de 250 mil mortes prematuras ao ano, passíveis de prevenção
Celebrado desde 1998, o Dia Mundial da Asma é comemorado na primeira terça-feira do mês de maio. No Brasil, encabeçada pela Iniciativa Global contra a Asma, GINA, a data servirá de alerta contra a doença, responsável por 250 mil mortes prematuras em todo o mundo, três mil delas só no Brasil. Quase todas poderiam ser prevenidas com tratamento adequado.
Médicos e profissionais de saúde que lidam com pacientes asmáticos em todo o país buscarão, neste dia, difundir informações sobre a doença e o controle dos seus sintomas a fim de reduzir as hospitalizações e o número de mortes por asma no mundo, contribuindo para que os portadores da doença tenham melhor qualidade de vida.
“A principal informação que precisa estar clara para a população, e especialmente para portadores da doença e seus familiares, é que só conseguiremos reduzir estes índices de hospitalizações e também as mortes pela doença evitando as exacerbações, que são as crises de asma”, orienta o dr. Álvaro Cruz, diretor-executivo da GINA Brasil.
O especialista explica que sendo a doença crônica, na maioria das vezes de origem alérgica familiar, não existe cura. Mas todo paciente deve ser tratado e receber acompanhamento médico. “Em casos mais graves, mesmo sob controle, os pacientes precisam continuar usando regularmente as suas medicações, tal como se faz na hipertensão ou diabetes”.
O principal objetivo da GINA, de lideranças e de associações interessadas no combate à asma em todo o mundo é criar esta cultura de tratamento contínuo, evitando a necessidade de hospitalizações ou atendimentos de emergência no momento das crises, que podem ser fatais.
“A nossa meta é reduzir as hospitalizações até 2015 em 50%, e não é impossível. Mas precisamos mobilizar não apenas os pacientes, mas também os profissionais de saúde, imprensa, lideranças políticas e sociedade”, revela dr. Rafael Stelmach, membro do Comitê Executivo da ONG no Brasil.
Mitos e verdades
MITO: O médico só deve ser procurado em caso de crise: esta afirmação é uma das principais causas dos altos índices de hospitalizações por asma. O correto é manter o tratamento conforme orientação médica, e só interromper quando autorizado pelo médico. Desta forma, o paciente poderá usufruir de uma vida com muito mais qualidade, e sem sustos.
VERDADE: O paciente asmático pode e deve praticar atividade física, mas sempre sob orientação e acompanhamento médico. Ao contrário do que muitos pensam, uma pessoa com asma controlada não apenas pode praticar esportes regularmente, como pode chegar a nível profissional. Exemplos dessa superação são os nadadores Mark Spitz e o brasileiro Fernando Scherer, o Xuxa; assim como a triatleta brasileira Carla Moreno, heptacampeã do Troféu Brasil de Triatlo.
MITO: O uso contínuo de medicamentos como as chamadas ‘bombinhas’ oferece risco cardíaco: esta afirmação está errada e é uma das principais causas de falta de tratamento adequado de pessoas com asma. Os tratamentos com medicamentos inalados são os ideais porque agem diretamente onde a doença está, e podem ser utilizados sem receio, sempre sob orientação médica.
VERDADE: Asma e bronquite crônica não são a mesma coisa, ao contrário, são doenças bastante diferentes. Enquanto a asma atinge indivíduos de qualquer faixa etária, especialmente as crianças, com sintomas de falta de ar e chiado no peito, a bronquite crônica está relacionada ao tabagismo. É uma doença pulmonar obstrutiva crônica, assim como o enfisema pulmonar, e dificilmente atingirá uma criança. Em geral, os pacientes são adultos e fumantes.
GINA Brasil
Trazida para o Brasil em 2010 - que foi o chamado Ano do Pulmão - pelo Dr. Álvaro Cruz (Membro do Conselho Diretor da ONG internacional), com o apoio de 109 médicos brasileiros, a Iniciativa Global contra a Asma é uma organização não governamental formada de voluntários - que compõem um conselho, comitês, e grupos de trabalho e de experts - e empresas parceiras. Parte da Aliança Global contra Doenças Respiratórias Crônicas (GARD), a ONG atua desde 1995 reunindo os maiores especialistas no assunto para elaborar estratégias de controle da doença. Era inicialmente liderada pela OMS e pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA.
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Agrotóxicos afetam saúde tanto de produtores quanto de consumidores
"INFORMAÇÃO" Direito e Dever de todos Art.5ºXIV,CF/Cap.40 Agenda 21
Agrotóxicos afetam saúde tanto de produtores quanto de consumidores
ENSP, publicada em 28/03/2011
Em 2009, levantamento realizado pela Anvisa em 20 alimentos, entre frutas, legumes e verduras, mostra que quase 30% deles tinham agrotóxicos acima do limite permitido. O uso indiscriminado desses produtos faz do Brasil o campeão mundial no uso de agrotóxicos. O Globo Repórter de sexta-feira (25/3) abordou esse tema, tendo entre os especialistas entrevistados o pesquisador da ENSP/Fiocruz Sergio Koifman.
Segundo Koifman, tanto a população que faz uso dos agrotóxicos nas plantações como a que entra em contato direto com eles pelos alimentos estão expostas aos mesmos riscos, podendo ter sérios problemas de saúde.
Confira aqui a participação do pesquisador da ENSP/Fiocruz no programa. Nos links abaixo, estão disponíveis os vídeos que fizeram parte do Globo Reporter de sexta-feira (25/3).
Orgânicos possuem mais nutrientes do que alimentos convencionais
É possível plantar horta orgânica no quintal ou na varanda do apartamento
Criação de galinhas sem estresse produz ovos com mais qualidade
Agrotóxicos podem causar doenças como depressão, câncer e infertilidade
Alunos de Jundiaí plantam alimentos que consomem na merenda escolar
Curitiba possui o único mercado municipal do país só de orgânicos
http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/materia/?origem=1&matid=24469
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www.mobilizadores.org.br/coep - www.mobilizadorescoep.org.br
Prezad@s Amig@s. Estamos ajudando a divulgar. Repassem. Participem. Desejamos compartilhar matérias de interesse de nossa área de atuação, acreditando estar lhe prestando, gratuitamente, um serviço relevante e de qualidade. Desculpe, quem não nos conhece, mas seu nome está na nossa lista (se quiser, retiramos) Ou, se estiver satisfeito, encaminhe-nos suas sugestões de assuntos correlatos e/ou fontes alternativas. Aos amigos, um grande abraço.NAB Nota:grifos/destaques nossos
Agrotóxicos afetam saúde tanto de produtores quanto de consumidores
ENSP, publicada em 28/03/2011
Em 2009, levantamento realizado pela Anvisa em 20 alimentos, entre frutas, legumes e verduras, mostra que quase 30% deles tinham agrotóxicos acima do limite permitido. O uso indiscriminado desses produtos faz do Brasil o campeão mundial no uso de agrotóxicos. O Globo Repórter de sexta-feira (25/3) abordou esse tema, tendo entre os especialistas entrevistados o pesquisador da ENSP/Fiocruz Sergio Koifman.
Segundo Koifman, tanto a população que faz uso dos agrotóxicos nas plantações como a que entra em contato direto com eles pelos alimentos estão expostas aos mesmos riscos, podendo ter sérios problemas de saúde.
Confira aqui a participação do pesquisador da ENSP/Fiocruz no programa. Nos links abaixo, estão disponíveis os vídeos que fizeram parte do Globo Reporter de sexta-feira (25/3).
Orgânicos possuem mais nutrientes do que alimentos convencionais
É possível plantar horta orgânica no quintal ou na varanda do apartamento
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Alunos de Jundiaí plantam alimentos que consomem na merenda escolar
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